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Somos um movimento artístico que reconhece o fluxo vivo da arte produzida no continente Americano, da Terra do Fogo ao Ártico.

Uma arte que atravessou rupturas e processos de hibridação. Sobreviveu a criação das nações e a tentativas de apagamento. E, ainda assim, permaneceu  como presença viva, contínua. Nas cidades, nas aldeias, nas matas. No passado, no hoje e no que ainda estamos por criar. ​

Quem pode Participar

Podem participar artistas, criadores, pesquisadores e agentes culturais de todo o continente Indoamericano, indígenas, mestiços e não indígenas, que desenvolvem trabalhos nos campos da música, literatura, artes visuais, arquitetura, cerâmica, artesanato, corpo, imagem e som.

 

Mais do que uma linguagem específica, o movimento reconhece uma forma de operar:

criações que se relacionam, direta ou indiretamente, com os sistemas,

saberes e modos de organização dos povos originários das Américas.

 

Não se trata de pertencimento declarado, mas de como o trabalho se estrutura.

 

Se você reconhece essa continuidade no seu trabalho,
você já faz parte.

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por Laura Rodrigues | São Paulo, 18 de março de 2026

Há histórias que não começam,

nem terminam, quando são contadas.

Elas existem nos caminhos, nos gestos,

na forma como o corpo se move pelo espaço,

na maneira como alguém cria, constrói, planta,

canta ou marca a própria pele.

No continente que hoje chamamos de Américas,

a arte original Indoamericana existe há milênios.

Ela seguiu caminhos próprios,

fora das formas que aprendemos

a reconhecer e valorizar a arte.

Foi fragmentada por recortes

que iluminaram partes da Europa

e deixaram outras áreas do planeta no escuro.

Durante muito tempo,

nos ensinaram a procurar a arte

em lugares específicos.

Em objetos, em salas, em nomes que se repetem

e que não têm o nosso continente como eixo.

Aos poucos, fomos nos afastando de tudo aquilo que não cabia nesse enquadramento.

Mas o que não cabe, não desaparece.

Permanece.

Permanece nas formas e nas cores

que continuam sendo feitas, repetidas,

transformadas e que seguem

estruturando o território.

Cabe a nós reconhecer que somos continuidade

da original arte Indoamericana.

Uma arte que atravessou rupturas,

e processos de hibridação.

Sobreviveu a criação das nações

e tentativas de apagamento do que é

genuinamente seu.

E, ainda assim,

permaneceu.

Neste momento,

há um movimento acontecendo.

O Renascimento Indoamericano.

E, quando reconhecemos esse fluxo,

algo se reorganiza.

O olhar muda.

A forma de produzir muda.

O que antes parecia isolado

começa a se conectar.

E o que se conecta,

ganha força.

A produção da nossa arte

deixa de ser tema exclusivo de estudos

etnográficos e antropológicos.

Ela se revela como presença viva, contínua.

Nas cidades,

nas aldeias,

nas matas.

No passado

e no que ainda estamos por criar.

Da Terra do Fogo

ao Ártico

Somos uma grande constelação

de co-criadores.

Somos,

Todos por Todos,

Artistas Indoamericanos

CARTA AOS ARTISTAS

O que significa fazer
parte  do 
Movimento

Você passa a integrar uma rede de artistas comprometidos com o desenvolvimento de novas linguagens visuais fundamentadas nas cosmologias, territórios e sistemas gráficos das Américas.

• Integrar uma rede continental de artistas
Conectar-se com criadores de diferentes regiões das Américas que compartilham uma investigação estética e conceitual comum.

• Fortalecer o posicionamento conceitual da sua prática artística
Associar sua produção a um campo de pesquisa que articula arte, território, cosmologia e sistemas visuais.

• Ganhar visibilidade dentro da plataforma do movimento
Artistas participantes poderão ser apresentados em galerias digitais, projetos curatoriais e iniciativas do movimento.

• Participar de exposições e projetos coletivos
O movimento busca promover encontros, exposições e colaborações entre artistas das Américas.

• Fazer parte de uma comunidade de pesquisa e troca
Trocar referências, estudos e experiências com artistas, pesquisadores e curadores interessados em arte indoamericana contemporânea.

• Contribuir para a valorização das cosmologias e sistemas visuais das Américas
Ajudar a afirmar o continente como território vivo de produção artística contemporânea.

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Cadastro de artistas

Para integrar o movimento, é necessário reconhecer e respeitar os princípios conceituais e éticos da Abstração Metonímica Indoamericana.

Links

Ler Manifesto Completo

Princípios & Código de Ética

Obrigado por se cadastrar.

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Princípios e Código de Ética

​O Renascimento Indoamericano é um movimento artístico fundamentado na investigação dos sistemas gráficos, cosmologias e estruturas simbólicas das Américas.

Nas culturas originárias do continente, o grafismo não opera como ornamento, mas como linguagem estruturante capaz de organizar relações entre corpo, território e cosmos.

O movimento reconhece esses sistemas como formas sofisticadas de conhecimento e estabelece princípios éticos para que artistas contemporâneos possam dialogar com essa herança sem reproduzir símbolos rituais ou apropriar-se de repertórios culturais pertencentes a comunidades vivas.

Este Código de Ética define os fundamentos conceituais e os compromissos assumidos pelos artistas que reconhecem e praticam a Abstração Metonímica Indoamericana.

Artigo 1º

Princípio da Não Apropriação

Os artistas vinculados ao movimento comprometem-se a não reproduzir grafismos específicos pertencentes a povos indígenas ou comunidades tradicionais.

É vedada a reprodução de:

  • pinturas corporais rituais

  • padrões sagrados

  • símbolos cosmológicos específicos de etnias vivas

 

A prática da Abstração Metonímica Indoamericana baseia-se na investigação e transposição de princípios estruturais universais, como:

  • ritmo

  • repetição

  • alternância

  • orientação

  • densidade

  • simetria

  • hierarquia visual

 

A obra deve gerar sistemas visuais autorais, e não replicar repertórios culturais existentes.

 

Artigo 2º

Autoria e Sistema Visual

A prática artística dentro do movimento pressupõe o desenvolvimento de linguagens visuais autorais baseadas em sistemas estruturais.

Cada artista é responsável por construir um sistema visual coerente que respeite:

  • organização geométrica clara

  • consistência formal

  • estrutura modular ou sistêmica

  • capacidade de expansão em múltiplas escalas

 

A Abstração Metonímica Indoamericana compreende a arte como sistema visual estruturado, e não como ornamentação arbitrária.

 

Artigo 3º

Respeito Cosmológico

As cosmologias indígenas são reconhecidas como sistemas complexos de pensamento.

Elementos relacionados a encantados, lendas, mitos, animais simbólicos, paisagens e arquétipos devem ser tratados como estruturas simbólicas, nunca como elementos decorativos ou caricaturais.

A obra deve operar no campo da evocação simbólica e da construção de significado.

 

Artigo 4º

Responsabilidade Narrativa

Os artistas do movimento comprometem-se a evitar qualquer forma de:

  • exotização cultural

  • representação estereotipada de povos indígenas

  • uso superficial de elementos culturais

 

A obra deve atuar como mediadora entre memória ancestral e contemporaneidade, respeitando a complexidade das culturas das Américas.

 

Artigo 5º

Rigor da Pesquisa

A prática da Abstração Metonímica Indoamericana pressupõe estudo contínuo.

Os artistas são incentivados a dialogar com pesquisas em áreas como:

  • antropologia

  • etnologia

  • história da arte

  • etnoastronomia

  • cosmologias indígenas

A investigação conceitual é considerada parte integrante da prática artística.

Artigo 6º

Posicionamento Cultural

Os artistas do movimento reconhecem que não falam em nome de comunidades indígenas específicas, salvo quando pertencentes a essas comunidades e devidamente autorizados por elas. 

A Abstração Metonímica Indoamericana posiciona-se como prática artística contemporânea que dialoga com o território, a memória e as cosmologias das Américas sem reivindicar representação cultural direta.

Artigo 7º

Permanência e Escala

A ética do movimento também se manifesta na qualidade estrutural das obras.

Cada obra deve possuir clareza formal e consistência visual capazes de sustentar sua existência em múltiplas escalas, incluindo:

  • pintura

  • escultura

  • mural

  • arquitetura

  • espaço público

 

A arte é compreendida como estrutura visual capaz de habitar o território contemporâneo.

 

Declaração de Compromisso

Ao aderir ao movimento da Abstração Metonímica Indoamericana, o artista declara que leu e compreendeu os princípios aqui estabelecidos e compromete-se a respeitar este Código de Ética em sua prática artística.

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Princípios e Código de Ética

​A Abstração Metonímica Indoamericana é um movimento artístico fundamentado na investigação dos sistemas gráficos, cosmologias e estruturas simbólicas das Américas.

Nas culturas originárias do continente, o grafismo não opera como ornamento, mas como linguagem estruturante capaz de organizar relações entre corpo, território e cosmos.

O movimento reconhece esses sistemas como formas sofisticadas de conhecimento e estabelece princípios éticos para que artistas contemporâneos possam dialogar com essa herança sem reproduzir símbolos rituais ou apropriar-se de repertórios culturais pertencentes a comunidades vivas.

Este Código de Ética define os fundamentos conceituais e os compromissos assumidos pelos artistas que reconhecem e praticam a Abstração Metonímica Indoamericana.

Artigo 1º

Princípio da Não Apropriação

Os artistas vinculados ao movimento comprometem-se a não reproduzir grafismos específicos pertencentes a povos indígenas ou comunidades tradicionais.

É vedada a reprodução de:

  • pinturas corporais rituais

  • padrões sagrados

  • símbolos cosmológicos específicos de etnias vivas

 

A prática da Abstração Metonímica Indoamericana baseia-se na investigação e transposição de princípios estruturais universais, como:

  • ritmo

  • repetição

  • alternância

  • orientação

  • densidade

  • simetria

  • hierarquia visual

 

A obra deve gerar sistemas visuais autorais, e não replicar repertórios culturais existentes.

 

Artigo 2º

Autoria e Sistema Visual

A prática artística dentro do movimento pressupõe o desenvolvimento de linguagens visuais autorais baseadas em sistemas estruturais.

Cada artista é responsável por construir um sistema visual coerente que respeite:

  • organização geométrica clara

  • consistência formal

  • estrutura modular ou sistêmica

  • capacidade de expansão em múltiplas escalas

 

A Abstração Metonímica Indoamericana compreende a arte como sistema visual estruturado, e não como ornamentação arbitrária.

 

Artigo 3º

Respeito Cosmológico

As cosmologias indígenas são reconhecidas como sistemas complexos de pensamento.

Elementos relacionados a encantados, lendas, mitos, animais simbólicos, paisagens e arquétipos devem ser tratados como estruturas simbólicas, nunca como elementos decorativos ou caricaturais.

A obra deve operar no campo da evocação simbólica e da construção de significado.

 

Artigo 4º

Responsabilidade Narrativa

Os artistas do movimento comprometem-se a evitar qualquer forma de:

  • exotização cultural

  • representação estereotipada de povos indígenas

  • uso superficial de elementos culturais

 

A obra deve atuar como mediadora entre memória ancestral e contemporaneidade, respeitando a complexidade das culturas das Américas.

 

Artigo 5º

Rigor da Pesquisa

A prática da Abstração Metonímica Indoamericana pressupõe estudo contínuo.

Os artistas são incentivados a dialogar com pesquisas em áreas como:

  • antropologia

  • etnologia

  • história da arte

  • etnoastronomia

  • cosmologias indígenas

A investigação conceitual é considerada parte integrante da prática artística.

Artigo 6º

Posicionamento Cultural

Os artistas do movimento reconhecem que não falam em nome de comunidades indígenas específicas, salvo quando pertencentes a essas comunidades e devidamente autorizados por elas. 

A Abstração Metonímica Indoamericana posiciona-se como prática artística contemporânea que dialoga com o território, a memória e as cosmologias das Américas sem reivindicar representação cultural direta.

Artigo 7º

Permanência e Escala

A ética do movimento também se manifesta na qualidade estrutural das obras.

Cada obra deve possuir clareza formal e consistência visual capazes de sustentar sua existência em múltiplas escalas, incluindo:

  • pintura

  • escultura

  • mural

  • arquitetura

  • espaço público

 

A arte é compreendida como estrutura visual capaz de habitar o território contemporâneo.

 

Declaração de Compromisso

Ao aderir ao movimento da Abstração Metonímica Indoamericana, o artista declara que leu e compreendeu os princípios aqui estabelecidos e compromete-se a respeitar este Código de Ética em sua prática artística.

 

 


São Paulo, Brasil, 08 de março de 2026.

cantodatuca@gmail.com

+55 11 98975.2254

Referências Conceituais
da Pesquisa Artística

A pesquisa que fundamenta o Renascimento Indoamericano dialoga com estudos antropológicos, cosmológicos e históricos principalmente os dedicados aos sistemas simbólicos e visuais das Américas, bem como com tradições e práticas da arte contemporânea.

Antropologia das Américas e Cosmologias 

Pesquisadores que investigaram sistemas simbólicos, cosmologias e estruturas sociais dos povos originários do continente. Eles revelam como sistemas simbólicos articulam território, cosmologia e organização social.

Referências em Etnoastronomia

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